GABRIEL HAESBAERT
Uma assembleia realizada nesta quarta-feira (8) aprovou mudanças no estatuto do Clube Caixeiral. Com a medida, entre outros pontos, deixa de ser necessário o mínimo 50 sócios para a realização das discussões e votações. Outra mudança realizada no regulamento foi a reorganização dos órgãos de gestão. O antigo conselho deliberativo e a diretoria executiva deixam de existir e passam agora a ser unificadas em um conselho administrativo. Porém, a assembleia não serviu para eleger nenhum sócio para os cargos administrativos, apenas criou a possibilidade de futuramente ser constituída uma nova diretoria do clube.
Os 15 associados com direito de voto participaram da assembleia e debateram todos os itens do estatuto do Caixeiral. Os votos foram colhidos e registrados em atas. Ao fim de cerca de cinco horas de reunião foi aprovado o novo estatuto. Conforme a advogada Francini Feversani, do escritório Francini Feversani & Cristiane Pauli Administração Judicial, que foi nomeado pela Justiça para gerir o Caixeiral porque o mandato da antiga diretoria já havia chegado ao fim, o novo regulamento está mais adequado à realidade que enfrenta o Caixeiral.
– Na mesma oportunidade explicamos aos presentes algumas questões que envolvem o Clube Caixeiral e algumas diligências que a administração provisória realizou. O estatuto falava em 50 pessoas para instalação de assembleia, mas o mesmo estatuto já previa a instalação com maioria dos associados com direito a voto presentes. Hoje, se você pensar nesta convocação, considerando que existem 15 associados com direito a voto e os 15 estavam presentes, essa questão da necessidade de ter 50 é questionada judicialmente no processo – explico Francini.
Agora, com a mudança do estatuto aprovada e com a abertura da possibilidade de nova eleição de uma nova diretoria, é possível que ela assuma o comando do clube no lugar do escritório de administração judicial. Caso isso ocorra, será a nova diretoria que vai decidir o futuro do clube e do prédio de sua sede, que teve parte do telhado desabado em fevereiro de 2018, quando o edifício foi interditado. Em 2022, a administração judicial chegou a um acordo com a prefeitura para que o município removesse o restante do telhado e colocasse tapumes na calçada para isolar o prédio e não haver risco aos pedestres. O trabalho foi concluído, a um custo de R$ 300 mil, que futuramente o clube terá de pagar ao município.